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Pré-vestibular comunitário atende estudantes da Tijuca

Fazendo a diferença

por Paula Ribeiro

Quem passa pela Rua General Canabarro, na Tijuca, não imagina que, no conhecido prédio do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow das Fonseca (Cefet), sejam ministradas, além de aulas de cálculo, probabilidade e estatística, aulas de cultura e cidadania. Como isso é possível? Ali, de segunda a sábado, funciona o Pré-Vestibular para Negros e Carentes (PVNC), com seis coordenadores e 30 alunos.

O curso foi criado em 1993, na Baixada Fluminense, com o intuito de ampliar as chances de acesso ao ensino superior, principalmente dos estudantes de grupos populares e discriminados. Atualmente, existem 21 núcleos espalhados pelo estado do Rio de Janeiro. Um dos responsáveis pelo funcionamento e organização das aulas é Júlio César, ex-aluno do PVNC, cuja política é fazer com que pessoas que já foram alunos se tornem coordenadores. “Entrei como aluno em 2004 e freqüentei as aulas até 2005, quando passei para o curso de Administração da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)”, conta. “Desde então, estou no projeto como coordenador”, completa Júlio, que hoje cursa o 3º período da faculdade.

Até agora, mais de 800 alunos passaram pelas salas de aula do PVNC e 200 foram aprovados em vestibulares. Para o coordenador, esse número pode ser ainda maior. “Existe um grupo que é aprovado, mas some, não entra em contato conosco. Só ficamos sabendo um tempo depois, quando resolvem voltar e encontrar antigos amigos”, explica.

As duas salas do Cefet usadas atualmente pelo curso foram cedidas depois de muita conversa. A escola técnica não cobra nada, mas, em troca, coordenadores e alunos se comprometem a não danificar as instalações. Até o ano passado, as aulas aconteciam em uma escola municipal, mas, por ordem da Prefeitura, tiveram que procurar um outro lugar.

O PVNC é mantido com a contribuição mensal de R$ 15 de cada aluno, destinados a xerox e custeio da passagem de alguns professores voluntários e dos coordenadores, caso precisem. Com este valor, a equipe consegue manter uma estrutura razoável, monta apostilas e ainda investe em outras atividades como idas a museus e teatros. “A mensalidade é estritamente reservada para cobrir esse tipo de despesas”, justifica Júlio.

Os 14 anos de existência do curso são repletos de histórias de sucesso. São alunos que enfrentaram grandes dificuldades e, mesmo assim, conseguiram estudar e chegar a uma faculdade pública. “É muito difícil, mas não é impossível. Falo para os alunos do PVNC/Tijuca: a ordem é perseverar, ano que vem quero ver vocês aqui, de frente para os novos alunos”.

Além de preparar os alunos nas matérias tradicionais que são cobradas nas provas, o pré-vestibular é também uma oportunidade para se trocar informações e formar opinião. “O único caminho para melhorar o país é a educação. Se todos fizerem alguma coisa para melhorar o Brasil, teremos um lugar melhor para se viver. Eu acredito que eu faço a diferença”. Este é o pensamento defendido e praticado por Júlio, futuro administrador e mais um exemplo da importância de pré-vestibulares comunitários.


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