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O Pré-Vestibular Comunitário Vetor é uma instituição sem fins lucrativos, que surgiu em 2000, no Rio de Janeiro, pelas mãos do advogado Reinaldo José Gallo Júnior. Sua incursão no Terceiro Setor iniciou-se quando ainda era estudante de Direito na PUC-Rio, época em que começou a trabalhar em um pré-vestibular comunitário da universidade. Entusiasmado com o projeto, resolveu montar o próprio curso com um grupo de amigos e com o apoio do Frei Antonio Moreno, então pároco da Igreja Santa Mônica.
Com o objetivo de oferecer a alunos de baixa renda uma preparação melhor para o exame vestibular, o curso, em seus primeiros anos, atendia principalmente às comunidades da Rocinha e do Vidigal. Entretanto, com a crescente popularização, moradores das mais diversas regiões da cidade também passaram a ser atendidos.
Quando o trabalho começou e as inscrições abriram pela primeira vez, candidataram-se cerca de 100 alunos. Após o processo seletivo, no dia 18 de março de 2000, tiveram início as aulas da primeira turma do curso, com 40 alunos que se reuniam apenas aos sábados. Com o passar do tempo e o aumento do número de interessados, o VETOR cresceu e hoje conta com três turmas e aulas de segunda a sábado. Agora, já são 130 os alunos atendidos em três turmas. E tudo isso graças ao esforço dos voluntários e ao apoio do Colégio Santo Agostinho, que cede as salas utilizadas durante a semana.
Mas nem só de preparação para as provas vive o curso. Do ponto de vista político-pedagógico, uma preocupação constante é promover a participação cidadã e estimular uma leitura crítica da realidade. Na prática, essa orientação se traduz em uma série de eventos extraclasse, como seminários, mesas-redondas, gincanas e excursões, que provocam a reflexão, suscitam o debate e levam o aluno a se posicionar criticamente (conheça aqui o eventos extraclasse já realizados).
O resultado tem sido animador. A evasão de alunos, problema freqüente nos pré-vestibulares comunitários, vem diminuindo de modo consistente. Quase 70% dos alunos de 2004 foram aprovados para a PUC-Rio (com bolsa integral) ou para alguma universidade pública. Além dos números, o retorno de todo o trabalho pode ser visto na colaboração dos ex-alunos, que voltam ao curso como voluntários e atuam como inspetores, fiscais de provas, assessores da coordenação ou mesmo professores.
O Projeto Vetor funciona desde a sua fundação no Leblon – na Paróquia Santa Mônica e no Colégio Santo Agostinho – e é aberto a qualquer estudante de baixa renda que esteja cursando ou já tenha concluído o Ensino Médio. Vale ressaltar que o corpo docente do VETOR é constituído tanto por universitários quanto por bacharéis e licenciados, todos voluntários.
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